sábado, 25 de agosto de 2012

[Resenha] Carrie, a Estranha; por Stephen King

   Dizem que para tudo há uma primeira vez; dizem, também, que dessa primeira vez a gente só esquece quando morre - em tempos de vampirismo, se morre. Há alguns dias virei a última página de Carrie, a Estranha, e estou certa de que jamais me esquecerei da minha primeira leitura de Stephen King. Agora sou capaz de entender tudo: os incansáveis elogios, a legião de fãs, os prêmios, as referências, os filmes.

   Tendo me apaixonado voraz e arrasadoramente por apenas um livro até alguns dias atrás, Anno Dracula, não sinto nenhum pesar ao dizer que deixei-o para trás - a poligamia não é algo que me agrade; tenho uma justificativa, afinal: precisei escolher, e não fiz muito esforço para tanto. Deixei cair para a segunda colocação o meu adorado Kim Newman, pois sua escrita - que me perdoe! - não me agradou tanto quanto a de Stephen.

   Carrieta White, 16, parece ter nascido para sofrer. Sua mãe, uma religiosa fanática, a considera "cria do Diabo"; seus colegas da escola...bem, ela não os tem - o que já explica um pouco a situação.

   O fanatismo religioso da mãe da protagonista era tamanho que ela jamais havia explicado à Carrie o que era a menstruação, por exemplo, fazendo com que a menina - que chegou à puberdade tardiamente - pensasse que morreria de hemorragia quando, no vestiário do colégio, chegou a vez dela.

   Sem perder tempo, as garotas começaram a atirar absorventes nela, xingarem-na, humilharem-na. Talvez, se soubessem o quão caro pagariam por isso, não o tivessem feito.

   Estranha na escola, na rua, em casa; Carrie era estranha até para si. Vivia num mundo de pecado e sua mãe a castigava por isso. Até o dia em que Carrieta White se cansou.

   Formado pela história propriamente dita e por trechos de entrevistas e livros fictícios que dizem respeito ao caso de Carrie, o livro - na versão pocket - tem quase 300 páginas que se vão com uma rapidez extraordinária. Lançada em 1974, a história lembra casos atuais de pessoas que sofrem bullying e não conseguem lidar com isso. Deem graças, "trolls", que não toparam com nenhuma portadora de TC!



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Um comentário:

Escuta Essa disse...

Carrie do Stephen King é um super clássico, com uma história lançada em 1974 e ainda com um tema tão atual.
Adoro os livros do Stephen King!
Sua resenha ficou ótima!

Beijinhos
Renata
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