domingo, 21 de outubro de 2012

[Resenha, Estante Nacional] O Melhor das Comédias da Vida Privada, por Luis Fernando Verissimo


   Oi, gente! Como vão?

   Como ando com sérias dificuldades para atualizar o blog (esperem meu Novembro acabar e as trevas deixarão de pairar sobre este blog), resolvi fazer uma resenha de um livro que li há alguns dias, talvez um mês ou dois.

   Perto da minha casa há uma loja que vende um bocado de tudo, e além disso, faz trocas de livros cobrando apenas um real para a "casa". Em tempos de falta de verbas "crise", imaginem se a minha felicidade não tem sido essa loja, hã?! Pois bem, foi lá que encontrei O Melhor das Comédias da Vida Privada, livro que me chamou a atenção e aguçou minha curiosidade. Começou ali meu amor por Luis Fernando Verrissimo, autor que, infelizmente, vim a conhecer apenas nessa ocasião.


   O livro - que é, digamos, uma "repescagem" das melhores crônicas de outro livro, denominado Comédias da Vida Privada - tem quase trezentas páginas, o que me preocupou um pouco, pois se eu gostasse demais do livro, sabia que não conseguiria parar de lê-lo e, para tanto, teria que parar de estudar por alguns dias ou, pelo menos, por algumas horas. Que nada! Adquiri o livro - ainda bem! - numa sexta-feira e passei o sábado e o domingo lendo durante as tardes. Não cheguei nem a me sentir culpada pelos estudos (pela falta deles, no caso), pois ocupei com o livro meus horários de descanso apenas. Verrissimo não deixou que eu lesse vagarosamente os seus escritos.

   Sendo filho de Érico Verissimo, o "garoto" tem um baita de um nome, então eu esperava textos mais densos, coisas mais reflexivas, crônicas que me exigissem alto grau de atenção e conhecimento para que as entendesse (engraçado como eu sempre me surpreendo com as minhas primeiras impressões; não é preciso ser um gênio cheio de teses e propostas para ser inteligente). Um completo engano. Verissimo é extremamente perspicaz, mesmo comentando sobre assuntos do cotidiano do povo que sempre "dá um jeitinho". Dividido por assuntos - como infidelidades, família e metafísica -, o livro se desdobra sobre os costumes brasileiros. Coisas que nunca pensei que encontraria em um livro estavam lá, diante de mim, me fazendo rir e querer mais e mais crônicas, mais e mais risos. Logicamente, cheguei a me identificar com várias ações dos personagens - tivesse eu feito os feitos deles, ou pensado que os faria se passasse pelas situações.

   Em resumo, estou encantada com a escrita de Luis Fernando Verissimo e lamento muito não ter tido contato com seus livros antes. Pretendo tirar esse atraso em breve! O autor me fez perceber que ainda sou um grão de areia em meio a tantos bons livros que devo ler e cujos nomes nem mesmo conheço, além de ter-me cativado ainda mais para a leitura de livros nacionais. Chego à conclusão de que, por melhor que escrevam autores americanos, ingleses, franceses e de tantas outras nacionalidades, não há nada comparável "à comida de casa".

   Beijos, NikaSanc



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2 comentários:

Deise disse...

Com certeza! Não a nada que "à comida de casa". Adorei sua resenha, deu vontade de apreciar o livro ^^.
Nunca li nem uma frase de Verissimo, mas estou disposta.

Sucesso!

Deise
http://devoradoradelivro.blogspot.com.br/

Bruna S. S. disse...

puxa vida... eu amo verissimo! leia todos os livros dele que puder! ele é demais!
beijos...

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