sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

[Resenha, Estante Nacional] A Maldição do Cavaleiro, por Adriano Siqueira

   Olá, leitores do B.APT!

   Não, eu não consigo ficar sem o blog. Ele está de férias, mas não eu. Me sinto como se tivesse que fazer algo, pois não pareço útil deixando o coitado aqui, quietinho no canto dele. É muito amor. <3

   Hoje a resenha é do livro A Maldição do Cavaleiro, escrito pelo autor parceiro Adriano Siqueira e lançado no ano passado pelo selo Fantas, da editora Estronho (confira a ficha técnica do livro). O exemplar chegou aqui em casa na terça-feira e eu já fiquei com vontade de lê-lo, mas não pude. Na quarta, porém, ataquei-o. Não me arrependo.

   Diferente do caso de Adorável Noite (resenha neste link), que é uma antologia, A Maldição do Cavaleiro é um livro "de uma história só", digamos assim (não me perguntem por definições; tenho este blog porque gosto de ler livros, e não de ser um). Sinceramente? Foi BEM melhor assim! No caso daquele livro, percebe-se que o autor "segura" a história, parece que ele a limita para que se pareça com um conto. No caso deste livro, porém, a história "é liberta", não há um limite que a cerque. Gostei MUITO disso. A escrita dele ficou mais leve e interessante. Diante deste livro, tenho certeza de que cada conto publicado em Adorável Noite pode se tornar um livro - e eu estou ansiosíssima por um exemplar baseado em O Carro Maldito; providencie, por favor, Adriano! *-*

   Falando da história, afinal, temos um doce como protagonista. Isso mesmo: um doce. O Cavaleiro Valente é o tipo de personagem que as pessoas querem arrancar das páginas e trazer para suas vidas.

   Cavaleiros têm de enfrentar situações perigosas, não? Pois bem, Valente (que nessa época era chamado de Valencius - só quem ler entenderá) teria de enfrentar um dragão extremamente perigoso em determinado dia. O dragão era tão forte que seria capaz de arruinar o mundo todo, então é de se imaginar que não seja tão fácil assim dominá-lo. Só havia um jeito seguro de controlar a situação: utilizando magia. Há tempos, magos se haviam reunido e fizeram um feitiço que, quando dito ao dragão, o faria dormir por trinta anos. Parece uma boa solução, não?

   O problema maior é que a "toca" da fera se encontra em terras inimigas. Aliás, muito inimigas. As terras de Badwood são governadas pelo rato maldito sujo cruel nojento Rei Edgar. Esta criatura fora responsável pela morte dos pais de Valente. Sedento por vingança, Valente recebe um conselho de seu tio - e o segue. Ele iria àquelas terras para salvar os povos da fúria do dragão, e não para se atracar com alguém que tinha centenas de soldados para defendê-lo. Seria perda de tempo, causa e, talvez, vida.

Eu e meu mais novo filhotinho *-*
   Como o nosso Cavaleiro não é dose pra pouca tosse (sempre quis usar essa expressão; desconsiderem a esquisitice da resenhista), ele acaba matando o dragão. Além de todos os problemas que ele já tinha, agora havia uma bruxa furiosa com ele, pois aquele dragão - e a floresta por onde Valente passara e caçara para se alimentar - lhe pertencia. Irada com os feitos do Cavaleiro, a bruxa lhe joga uma terrível maldição: ele deveria morrer, sempre. Em todos os mundos, em todas as vidas dele, ele morreria. Foi criada até uma ordem para garantir que isso acontecesse!

   Mas o mundo - principalmente o das histórias - sempre tem salvação. O nome da salvação do Cavaleiro Valente é Jade. A bruxa - que era amiga de Julyane, amor de Valente - fora morta de maneira brutal por Edgar (a culpa sempre é dele. Acostumem-se), mas fizera um encantamento a favor de Valente: toda vez que ele vivesse, se chamasse uma mulher de Jade, seu espírito tomaria conta do corpo desta e ela poderia ajudá-lo. Particularmente, achei isso lindo!

   Eles passam por vários mundos, várias formas, e a maldição sempre acaba por se cumprir. Até que um dia... Você compra o livro aqui e descobre como essa história termina. Pegadinho do malandro! hahaha Perdoem-me. Estou sofrendo de palhacite aguda nos últimos tempos.

   Em alguns momentos, confesso que fiquei um pouquinho irritada. Faltava alguma explicação sobre o que estava acontecendo, ou um capítulo parecia já não ter muita ligação com o outro. Mas vocês se lembram do que eu disse na resenha de Adorável Noite? Adriano Siqueira é uma das pessoas mais criativas que conheço. Tamanha criatividade faz com que você se esqueça dos pequenos detalhes e preste a atenção no que ele está escrevendo, e não em como ele está escrevendo. Recomendo o livro a todos. Ele é pequeno, tem uma história e personagens que chamam a atenção de qualquer tipo de pessoa e é nacional! *-*

   Vou ficando por aqui. Espero que perdoem meus siricoticos (essa é da série "Há quantos anos você nasceu?!") e que leeeiam o livro!

   Beijos, NikaSanc.



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Um comentário:

Alef Dalle Piagge disse...

Gostei da resenha. Vamos ver se esse livro entra na minha meta desse ano...

Abraços

Alef - F&B - www.floreios.net

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